01.06.2009

Projeto Apoiar da RFCC viabiliza transplantes de medula

 
 O projeto “Apoiar” é hoje um dos mais importantes para a Rede feminina de Combate ao Câncer (RFCC) no processo de quem espera um transplante de medula óssea. De acordo com Tânia Cardoso, coordenadora do projeto, ele apóia financeiramente os pacientes antes, durante e depois do transplante. “Muitas dessas pessoas são carentes e os cuidados exigidos são muito grandes e alguns deles sequer têm uma moradia adequada”, explica Tânia.
 
Os pacientes precisam se deslocar para São Paulo, Recife ou Goiânia, que são os centros habilitados para realização do transplante. O governo, através do programa TFD (Tratamento Fora de Domicílio) custeia as passagens e a RFCC custeia transporte, remédios, agasalhos, alimentação e materiais de higiene pessoal, tanto para o paciente como para o acompanhante. Durante esse período fora do domicílio os pacientes e acompanhantes são monitorados pela Rede para que não falte nada.
 
Maria José Portela, outra colaboradora do projeto, explica que o tratamento fora de domicílio dura entre seis meses e um ano, e durante todo esse período os pacientes são assistidos. Atualmente, a Rede atende 27 pacientes através desse projeto, e ao todo já foram apoiados mais de cem.
 
Mas a importância do projeto “Apoiar” não se limita à fase pré e durante transplante, vai além, vai até após o transplante, onde os cuidados exigidos são fundamentais para o sucesso do procedimento. “Já houve casos em que nós construímos casas para os pacientes, uma vez que, ao passar por um transplante, a imunidade dele fica muito baixa. Se ele voltar para a casa sem saneamento, provavelmente terá complicações, inclusive podendo vir a óbito”, destaca Tânia.
 
Os cuidados recomendados pelos médicos são muitos, como o uso de máscaras, a ingestão somente de água mineral e uma alimentação saudável. “Para as pessoas que não têm recursos, fica inviável. Por isso monitoramos essa parte também e custeamos tudo”, destaca Maria José.
 
O tratamento após o transplante chega a durar entre cinco a 10 anos, com viagens constantes para os centros de referência no tratamento, custeadas também pela RFCC. Um dos exemplos dessa ajuda é visto em Jardel Silva, um dos pacientes transplantados há dois anos, que ainda continua fazendo o controle. Ele foi beneficiado pela RFCC com uma reforma na sua casa para melhorar o saneamento e evitar que ele tenha complicações na saúde. “Essa ajuda foi fundamental na minha luta pela vida. Não existem palavras para descrever a importância da Rede durante todo o processo e até mesmo agora, com o apoio na fase do controle”, agradece Jardel.